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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
A lágrima clara sobre a pele escura
Cantando eu mando a tristeza embora. Quem decide, no fim, o que carrega no coração? Nós ou o mundo que diz o que vamos trazer em nós? Escolhemos nossos caminhos e nossas escolhas nos formam, nos transfiguram, nos transubstanciam em algo novo sempre.
E aí você escolhe o que quer senhoreando seu coração. A tristeza ainda é senhora? Sim, desde que o samba é samba é assim... Porém, não é hora de quebrar isso? Usar o próprio samba, cantando, mandar a tristeza embora, mudar, transformar o filho da dor em pai do prazer.
Cante, sorria, alegre-se! chegou o quando agora em você! Cantando, mande a tristeza embora!
Use o samba, ou o que quer que seja sua tristeza para te alegrar. Transforme-a, use o grande poder transformador da alma humana. Somos dotados desta capacidade. A transfiguração de nossas almas é reflexo da eterna necessidade de adaptabilidade do homem. Precisamos nos aconchegar ao mundo.
Deus não fez um mundo fácil para vivermos. POrém, alguma coisa acontece no quando agora em mim. Cantando eu mando a tristeza embora!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Para quem acredita no amor...
Compartilhei esta música hoje com duas pessoas importantes. Uma, a pessoa que me apresentou a música. A segunda, uma romântica, como eu, impossibilitada de viver o grande amor de sua vida.
Não temos apenas uma chance de amar. Quem diz isso não sabe o valor que amar tem. Não estou falando do valor do amor (substantivo), mas de amar (verbo), do ato de amar em si.
Temos o direito de amar mesmo após as maiores desilusões. O amor que habita em nós é resiliente e por mais que o tentemos sufocar não conseguimos. Na verdade, nem queremos que ele seja sufocado. Estamos apenas esperando a próxima oportunidade de nos abrirmos para mais um amor, sem nos importarmos com os ferimentos que sofreremos, sem nos importarmos com a dor que já foi vivida. O novo amor tem a capacidade de nos curar das velhas dores, sarar as velhas máculas, renovar aquilo que julgávamos perdido.
Outra música que me vem sempre que falo do verbo amar é a de baixo. Paulinho da Viola ensinando-nos que temos que amar sem nos preocuparmos com nada. O tempo há de curar todas as feridas.
E que nunca aconteça com a gente o que aconteceu com o homem da música do Chico Buarque, aquele cara do "Samba do Grande Amor", sabem?
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