As pessoas pensam que podem evitar o amor, fingir que ele não existe, passar ao largo e, ainda assim, ter uma vida cheia de significado e alegria. Doce ilusão.
Cada decisão que você toma é definida, também, pelo amor que transborda (ou não) de você. Ficar indiferente a isso é perder uma das partes mais importantes de seu poder de decisão.
Uma vida sem amor é como que anestesiada. Passa-se pela vida sem permitir que ela passe por dentro de você.
Podemos viver sem amar, sim. E sem nos machucarmos, também, afinal. Mas apenas os que não entendem que o ser humano é imperfeito, apenas os idealistas, que pensam que existe a "pessoa perfeita" é que acabam se machucando de verdade.
Quando você acha que existe a "pessoa perfeita" você espera que ela nunca venha a te ferir. Se é alguém sem defeitos, então me amará de um amor sem falhas, que gerará toda a alegria possível.
Triste infortúnio... No final, apenas os realistas conseguem amar.
Apenas aqueles que sabem que podem se ferir, que amam o imperfeito, o incompleto. Apenas aqueles que concebem o inconcebível de amar o que o ferirá, sabendo que isso pode acontecer, conseguem amar de verdade.
E quando se ferem, quando caem, apenas levantam, batem a poeira das roupas e seguem sem a ilusão do amor perfeito e eterno que aqueles que não amam pensam que existe.
Afinal, só se fere com o imperfeito aquele que espera pelo perfeito. Não há decepção quando você se propõe a amar o que sabe que vai te ferir. Então, se prepare para viver uma vida de verdade, com amor de verdade, e não o "amor perfeito". Deixe este para os que não querem amar.