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domingo, 25 de janeiro de 2015

São Paulo

Ela, que nunca me amou. Cidade fantasma, de veias sedentas de vidas. Esfomeada de sonhos e cativeiro de desejos.
Ela, desvairada, nunca entorpecida, sempre altiva, inimiga da humildade. Arrogante, prepotente, cidade que esmaga a gente.
Cidade que odeia, mastiga, com seus arranha-céus, oh, céus, dentes cinzentos, careados de brisa, chuva e sol quente, expurgando os que lhe desejam, como a broca que perfura a cárie.
Cidade de nervos à flor do asfalto, tua pele cinza, negra, branca, de mortes e vidas, tingida do vermelho do sangue do operário que acorda para te encontrar. Cidade veneno.
Ela, que odeio amar e de quem odeio as saudades.
Ela, que eu amo.

Feliz aniversário São Paulo!








(As fotos são minhas de minha última viagem à terra da garoa)



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Terra

Poucas vezes aprendi tanto sobre um lugar em tão pouco tempo. A Paraiba é fascinante. Desde sua bandeira de forte significado até seu povo de forte sotaque, tudo aqui é mais forte, decidido e belo.

O Paraibano tem orgulho de ser o que é. Não é um povo que se envergonha de sua terra. Mesmo os que vêm do sertão falam de sua terra com raro brilho nos olhos, amor de verdade, uma ligação afetiva com a terra sobre a qual pisam.

Terra é sempre terra, mas, no coração dos homens, ela tem valores diversos. Para alguns é só dinheiro, para outros, um lugar onde cravam suas raízes. Admiro o povo que pensa assim, que enxerga a terra como uma parte de si.

Não sinto falta de me sentir assim. Não vejo a terra como um simples lugar, ou como investimento. Sou planta de raiz rasa, não finco pé em lugar. Minha terra é cá dentro de mim, meu lar é onde estão meus sapatos.